APRESENTAÇÃO E SINOPSE

Uma secretária bilíngue percebe que será demitida quando solicitam que ela treine uma nova secretária para exercer exatamente as suas funções. Entre lembranças do seu tempo de juventude, suas dificuldades em adaptar-se aos novos tempos e a descartabilidade contemporânea, ela revela em seu diário onde está a poética da sua rotina massacrante.

O texto da peça busca de maneira crua, colocar uma lupa no ordinário, no comum, no banal e encontrar o que pode haver de poético naquilo que a priori não merece grande atenção. Em um dos trechos da peça, a personagem diz que todos deveriam escrever e publicar seus diários, não apenas as celebridades, mas as pessoas comuns. É isso que ela faz, trazendo camadas profundas de investigação sobre a rotina (e seus paradoxos) de uma pessoa absolutamente comum. E é nessa perspectiva que podemos nos identificar com o que temos de mais humano, demasiado humano.
A personagem é secretária (bilíngue no italiano) de uma empresa de canos e conexões, a “Marcondes & Marcondes”, há trinta anos. Ao abrir sua intimidade através de seu diário, se auto-investiga e coloca sua vida em perspectiva, convidando o público a fazer o mesmo. E passeando pelos seus devires mais rasos ou mais profundos, vamos  refletindo (no sentido espelho e no sentido pensamento), o que nos irmana nessa condição do viver em sociedade.
Pautado em uma partitura corporal que se repete em forma, mas que investiga diversas potências rítmicas, a peça aposta no trabalho da atriz com sua desenvoltura corporal, vocal e emocional pra dar vida a essa mulher em “estado de sítio, calamidade pública, mutação”. E é dessa situação limite que ela terá que se reinventar. Ou desinventar. Ou se recriar. Ou como ela tanto diz: “Recomeçar”.
Resultado da união da atriz Deborah Finocchiaro com o autor e diretor, Vinícius Piedade, o projeto pretende seguir a trajetória de ambos nessa linguagem tão específica, potente e abrangente. Piedade, criador de cinco espetáculos solo que já circularam por todo Brasil e outros dezoito países, criou esse texto especialmente para Deborah Finocchiaro.

 

DURAÇÃO DO ESPETÁCULO: 70 minutos / CLASSIFICAÇÃO: 12 anos

FICHA TÉCNICA

Dramaturgia: Vinicius Piedade e Deborah Finocchiaro, a partir do texto de Vinicius Piedade.

Direção: Vinicius Piedade

Assistência de direção: Jardel Rocha

Elenco: Deborah Finocchiaro

Trilha sonora original: Gigi Magno

Cenário e Figurino: Rafael Silva

Iluminação: Fabrício Simões

Mídias Sociais: Gabrielle Gazapina

Produção: Jordan Maia e Companhia de Solos & Bem Acompanhados

Coordenação de produção e Direção geral:Deborah Finocchiaro

Realização:Instituto Ling e Companhia de Solos & Bem Acompanhados

Apoio Cultural: AJURIS, EntreAtos, Clube de Cultura, Fundação ECARTA, Parangolé Bar, Prato Verde, SINTRAJUFE RS, Tablado Andaluz, Tempero 589 e as Rádios FM Cultura e Univates FM.

Agradecimentos: Ana Paula Faria, Caru Schwingel, Cristiane Eifler, Elisabete Crucillo, Marcia Kern, Prae-DME e Tom Perez.

ALGUMAS CRÍTICAS E COMENTÁRIOS

“A estreia de Diário secreto de uma secretária bilíngue, de Vinicius Piedade e Deborah Finocchiaro, com direção do primeiro e interpretação solo da segunda, é uma excelente oportunidade – na verdade, uma imperdível oportunidade – de a gente se reencontrar com a atriz Deborah Finocchiaro. Para quem se sinta surpreso com a afirmação, diante do sem-número de espetáculos que a atriz tem apresentado em cena, sucessivamente, quero explicar: Deborah Finocchiaro é essencialmente uma atriz cômica. Suas últimas incursões têm-se dado no universo do espetáculo poético, diga-se de passagem, com excelentes resultados; recentemente, ela viveu o universo de GPS Gaza, importante trabalho vinculado à denúncia sobre o Oriente Médio.  Mas eu tinha saudades da atriz de comédias, e reencontrei-a neste Diário secreto, que é cômico, mas é amargo, também.”O palco é um espelho – estamos todos ali, de alguma forma retratados nas páginas de seu diário, na repetição dos dias, nos sonhos não realizados, nas expectativas tão distantes da realidade. Nós e Marjori, homens e mulheres que desperdiçamos o bem mais precioso que nos é dado: o tempo. (…) A direção de Vinicius Piedade tem a qualidade de ser atenta a detalhes, dispensando, assim, a palavra e a explicação óbvia. É na cena, é na sua ação dramática que a personagem deve se definir e se apresentar/identificar para o espectador. E isso ocorre às maravilhas neste trabalho.”

Antonio Hohlfeldt, crítico teatral – Jornal do Comércio, 26 de julho de 2019

 

“O palco é um espelho – estamos todos ali, de alguma forma retratados nas páginas de seu diário, na repetição dos dias, nos sonhos não realizados, nas expectativas tão distantes da realidade. Nós e Marjori, homens e mulheres que desperdiçamos o bem mais precioso que nos é dado: o tempo.”

Ana Paula Bardini, Arquiteta e Atriz

 

“O diário, o telefone, a cadeira, os lápis, a caneca e até o figurino. Tudo o que Marjorie utiliza no serviço é vermelho. Entendemos, por se tratar da cor da paixão, que estamos diante do que a secretária mais ama: o escritório. O que acontece, então, quando ela é obrigada a deixar esse lugar?”

Bruna Agra Tessuto, Atriz e Escritora

 

“Deborah, com seu talento cômico, vai costurando a história de Marjori com nossas histórias diárias, nossos relacionamentos, enganos, desenganos, paixões e desamores. Com sutileza, desliza pelos quatro cantos do palco, em suas mãos objetos se transformam. A mesa no escritório da Marcondes & Marcondes é seu território, e Marjori gira em torno dela como aTerra ao redor do Sol. Seu diário é sua vida idealizada em cada página, cada linha.”

Iaraci Silva, Professora, Atriz e Contadora de Histórias

 

“O maior desejo da protagonista é registrar sua história no diário, não como ela aconteceu, mas como poderia ter acontecido, naturalmente com tudo dando certo. Não é isso que se faz nas redes sociais, nas conversas dos bares? Não somos nós como atores representando tipos sociais?”

Julio Larroyd, Estudante

BREVES CURRÍCULOS

Deborah Finocchiaro Estreou no teatro em 1985. Bacharel em Interpretação Teatral na Faculdade de Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já participou de centenas de trabalhos como atriz no teatro, cinema e televisão, como diretora, produtora e ministrante em grande parte do território brasileiro, Uruguai e Argentina. Ao longo de sua carreira, recebeu 32 prêmios, entre eles 9 de Melhor Espetáculo, 17 de Melhor Atriz, 1 de Melhor Direção, 1 de Melhor Texto Adaptado, 1 de Melhor Roteiro e 3 como Melhor Artista de Teatro. Em 1993 criou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados, que atualmente tem em seu repertório os espetáculos “Pois é Vizinha…” (1993), “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana” (2006), “GPS GAZA” (2014), “Caio do Céu” (2017), “diário Secreto de Uma Secretária Bilingue” e as peças curtas “Erico de Bolso” (2013) e “Histórias de Um Canto do Mundo Chamado Sul” (2008), os projetos “Palavra de Bolso – Onde a Literatura ganha Voz” (2016), “Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados” (2018) e as obras literomusicais: “Leitura às Cegas” (2018); “Benção Poetinha”, a partir da obra de Vinicius de Morais (2018) e “Palavra Balada” (2018). Em 2014 foi a artista homenageada do 21o Festival Internacional de Teatro Porto Alegre Em Cena, ganhando a biografia “A Arte Transformadora”, escrita pelo jornalista Luiz Gonzaga Lopes, que integra o 5o volume da coleção Gaúchos Em Cena. Desde 2009 assina a coluna de teatro na Rádio Band News FM Porto Alegre – 99,3.

 

Vinícius Piedade (São Paulo, 21 de outubro de 1980) é um ator e escritor brasileiro. No início da carreira participou com mais 14 atores do Projeto Solos do Brasil, coordenado por Denise Stoklos, aprofundando estudo sobre técnicas de teatro solo. Com mais de uma década de carreira tem percorrido o Brasil com seus espetáculos solo – Cartas de um Pirata, Cárcere, Indizível e Identidade – apresentando-se em espaços convencionais, em teatros municipais, privados e de instituições mistas como os da rede SESC, e em ambientações improvisadas, como salas escolares, centros de aldeias e pátios de presídios.
Escreveu livros e participou da direção de diferentes tipos de espetáculos artísticos. Como ator, apresentou-se em turnês por países da Europa, África e América Latina. Como performer atuou em shows da trupe O Teatro Mágico, em várias cidades do país, em 2007 e 2008.

A COMPANHIA

Companhia de Solos & Bem Acompanhados, um dos núcleos de criação cênica mais atuantes do Rio Grande do Sul, caracteriza-se pela mescla de diferentes linguagens, versatilidade e escolha de temas que estimulam a reflexão e o pensamento crítico. Em sua trajetória, já atingiu mais de 500.000 pessoas através de seus espetáculos, oficinas e performances. Atualmente tem em seu repertório os espetáculos “Pois é, Vizinha…”, direção Deborah Finocchiaro; “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana”, direção Deborah Finocchiaro e Jessé Oliveira; “GPS GAZA”, direção Camila Bauer e “Caio do Céu”, direção Luís Artur Nunes. As peças curtas “Histórias de Um Canto do Mundo Chamado Sul” e “Erico de Bolso”, os projetos “Palavra de Bolso – Onde a Literatura ganha Voz”, “Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados”, que agrega artistas de diferentes áreas para unir a literatura a outras expressões artísticas e as obras literomusicais, “Leitura às Cegas”, “Palavra Balada” e “Benção Poetinha”, a partir da obra de Vinicius de Moraes. Além de dezenas de indicações, recebeu 35 prêmios, entre eles 9 de melhor espetáculo, 17 de melhor atriz, 2 de melhor cenário, 1 de melhor direção, trilha, texto adaptado, roteiro e 3 prêmios como melhor artista de teatro. Já percorreu mais de 80 cidades no RS, 18 estados brasileiros, Uruguai e Argentina, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.

NECESSIDADES TÉCNICAS

O espetáculo tem versatilidade, podendo adaptar-se a diferentes espaços e condições técnicas a combinar.

 

RIDER LUZ: 

01 console Avolites Pearl 2010

08 moving lights Martin Rush

08 par led RGBWA 3W

08 elipsoidais ETC 36 graus completos

24 frenéis 1000W

10 PCs 1000W

Rack Digital Compatível

Cabos e demais acessórios

3 técnicos para montagem

Tempo mínimo de montagem: 8hs

OBS: O espetáculo pode se adaptar às condições técnicas de cada espaço mediante contato prévio com o responsável Fabrício Simões.

 

RIDER SOM

01 mesa de som de no mínimo 6 canais (analógica ou digital)
Sistema de PA

Sistema de retorno

 

TRANSPORTE – Cenário e Equipe

Dependendo da distância, transporte aéreo, van sem o último banco, ou ônibus para transporte de cenário e equipe de 04 pessoas (não incluindo motorista): 01 atriz, 01 produtor, 01 técnico de luz, 01 técnico de som.

 

ESTADIA E ALIMENTAÇÃO

Para 04 pessoas (não incluindo o motorista) – Rooming list: 02 single e 01 duplo

 

CAMARIM – Água mineral sem gás, suco, frutas, sanduíches e biscoitos.

 

MONTAGEM: 10 horas / DESMONTAGEM: 02 horas

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Diário Secreto - foto Giovanna PozzerGP019
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