Podres de Ricos

uma leitura dramática

“Se a democracia significa liberdade, por que nossa gente não é livre? Se a democracia significa justiça, por que não temos justiça? Se a democracia significa igualdade, por que não temos igualdade?”.
A provocação de um dos maiores pensadores da atualidade, Noam Chomsky, foi o impulso para a idealização do projeto e é apenas o começo da chocante realidade sobre os ardilosos mecanismos do capitalismo desvendada em “Podres de Ricos”.

A dramaturgia, criada por Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa, tem como base dois textos do escritor e professor de sociologia Antonio David Cattani, “Ricos, Podres de Ricos” e “Caríssimos Ricos”, em diálogo com a obra de autores como Noam Chomsky, José Falero e Ailton Krenak; trechos de vídeos de Rita Von Hunty e Charles Chaplin e imagens de Edgar Vasques.

“Podre de Ricos” aborda a questão da riqueza extrema, propondo uma reflexão sobre a realidade contemporânea, uma era marcada pelo aprofundamento das desigualdades, pela intensificação da exploração do trabalho, pela devastação ecológica, pelas guerras e crises contínuas.
De forma irônica e bem humorada, o texto propõe uma reflexão sobre o modelo de sociedade que estamos vivendo e aborda questões urgentes da atualidade e da realidade do nosso país. Transitando entre o ficcional e o documental, o dramático e o épico, a dramaturgia se estrutura como uma conferência sobre o tema da extrema riqueza e suas mazelas. Ao longo da explanação os atores se desdobram em personagens de distintas realidades e condições sociais.

Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa, de maneira clara e convincente, realizaram uma proeza: colocar em termos acessíveis e, ao mesmo tempo, fundamentados, algo complexo pois envolve legados históricos, ideologia dominante, posicionamentos equivocados promovidos pela grande mídia. A construção da dramaturgia foi impecável, apresentando situações e falas de maneira pertinente, sem caricaturar os ricos e sem santificar os pobres. (…) pude acompanhar as reações e algumas exclamações de surpresa quando Deborah e Kike Barbosa faziam a leitura. Os longos aplausos que se seguiram foram para mim uma grande alegria. (…) nesse momento em que está sendo votada a taxação das altas fortunas no Congresso, essa leitura encenada está excelente e merece ser multiplicada.

Antonio David Cattani – Professor Titular de Sociologia – Porto Alegre, 08 de julho de 2025

Ficha técnica

Podres de Ricos – a partir de textos de Antonio David Cattani
Dramaturgia e Atuação: Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa
Idealização: Deborah Finocchiaro
Ilustrações: Edgar Vasques
Trilha Pesquisada: Deborah Finocchiaro e Fernando Kike Barbosa
Música Tema: “Dinheiro”, de Laura Finocchiaro
Operação de Som e Imagens: Julia Oliveira e Gabi João
Produção e Realização: Companhia de Solos & Bem Acompanhados

Sobre Deborah Finocchiaro

Multiartista, estreou no teatro em 1985. É bacharel em Interpretação Teatral pelo DAD/UFRGS (1992), acadêmica da Academia Literária Feminina do RS, diretora, locutora, produtora, mestre de cerimônias, autora, roteirista e oficineira. Atuou em centenas de produções no teatro, cinema e televisão. Recebeu 36 prêmios, entre eles nove de melhor espetáculo, vinte de melhor atriz, três como Melhor Artista de Teatro, além de premiações por direção, texto adaptado, roteiro e produção. Em 2006, fundou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados. Ao longo de sua trajetória, percorreu o Brasil e países como Uruguai, Argentina e Portugal, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.

Sobre Fernando Kike Barbosa

Ator, diretor , dramaturgo, professor, Bacharel e Mestre em Letras (UFRGS). Como ator, recebeu diversos prêmios, no teatro e no cinema. Como dramaturgo e diretor destaca-se “Pequenas Violências – Silenciosas e Cotidianas” (Prêmios Braskem de Melhor Espetáculo, 2014 e Açorianos de Melhor Dramaturgia, 2015) e a peça de Rua “Zona Paraíso” (2014). Em 2015 escreveu o texto do musical “A Saga de Um Homem Comum”, do grupo Capitão Rodrigo, com direção de Liane Venturella e “Circo de Horrores e Maravilhas” em parceria com Vera Parenza (Prêmio Braskem em Cena de Melhor Espetáculo Júri Popular).

Sobre a Companhia de Solos & Bem Acompanhados

A Companhia de Solos & Bem Acompanhados é um dos núcleos de criação cênica mais atuantes do Rio Grande do Sul, reconhecida por sua versatilidade, pela escolha de temas que estimulam reflexão e pensamento crítico e pela constante fusão de linguagens. Ao longo de sua trajetória, já reuniu mais de 400 artistas e grupos de diversas áreas e cidades brasileiras, alcançando um público superior a 600 mil pessoas por meio de espetáculos, performances e ações formativas. Percorreu o Brasil e países como Uruguai, Argentina e Portugal, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais.
Além de dezenas de indicações, recebeu 44 prêmios, entre eles 10 de melhor espetáculo, 20 de melhor atriz, 2 de melhor cenário, 2 de melhor trilha, 2 de melhor direção, 1 de melhor texto adaptado, roteiro, figurino, videografia, produção e 3 prêmios como melhor artista de teatro.
Fundada em 2006 pela multiartista Deborah Finocchiaro, traz em seu repertório, entre outros, os espetáculos “Pois é, Vizinha…”, direção Deborah Finocchiaro (1993); “Sobre Anjos & Grilos – O Universo de Mario Quintana”, direção Deborah Finocchiaro e Jessé Oliveira (2006 – além do espetáculo contém CD, lançado em 2015 – também disponível no spotify – e DVD, lançado em 2017); “Caio do Céu”, direção Luís Artur Nunes (2017); “Diário Secreto de Uma Secretária Bilíngue”, direção Vinícius Piedade e Deborah Finocchiaro (2019); a peça infantil “Baile das Letrinhas”, direção Júlia Ludwig (2022); “Confessionário – Relatos de casa”, direção Deborah Finocchiaro (2025) e a dramaturgia de “Podres de Ricos” (2025). As montagens literomusicais “Benção Poetinha”, a partir da obra de Vinicius de Moraes (2018-2024) e “Menina de Tranças e Cabelos Brancos”, um espetáculo-manifesto antirracista a partir da obra de Lilian Rocha (2024). Destaca-se também o “Sarau Voador – Literatura e Improvisos Transcriados”, projeto itinerante que reúne artistas de diferentes áreas para integrar a literatura a outras expressões artísticas, com mais de 50 edições realizadas desde 2018 em diversos espaços culturais e cidades.
Faz parte de suas produções os livros infantis “Baile das Letrinhas” (Editora Bestiário, 2022) e “Baile das Letrinhas – Uma Peça de Teatro” (Editora Libretos, 2025).
Entre os projetos realizados estão os transmídia “Histórias de um Canto – Memórias de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul” – espetáculo solo, recital, show musical e registro da obra em livro/CD (2008); “Invisíveis – Histórias para Acordar” – vídeoteatro, instalações, performances e podcast – direção geral de Deborah Finocchiaro (Iberescena Brasil e Portugal – 2020/2021); “Confessionário – Relatos de Casa”, sobre violência doméstica e de gênero – websérie com 30 episódios, todos disponíveis no canal www.youtube.com/confessionario, direção Deborah Finocchiaro e Luiz Alberto Cassol (2021, 2022 e 2023), podcast “Estação Confessionário” e peça teatral homônima que integra música, teatro e audiovisual.

Necessidades técnicas

Material:
01 mesa (tamanho aproximado): 150cm x 70cm
02 cadeiras

Iluminação: o que estiver disponível no local, importante ter iluminação suficiente para a leitura

Projeção:
01 projetor que deverá estar no local da apresentação no horário marcado para início da montagem e 01 cabo que conecte o projetor ao computador
01 tela de projeção, que poderá ser uma parede branca

Sonorização:
02 microfones de mão com pedestal ou 02 microfones headset lapela sem fio preferencialmente Sennheiser ou Shure.
01 equipamento de som compatível com o espaço

Transporte, Estadia e Alimentação: Para 03 pessoas, sendo uma pessoa com restrição ao glúten, lactose e açúcar branco.

Rooming list: 03 single

Montagem: 2h / Desmontagem: 40 minutos